Radar ILG · Edição #46 · Carreira

Os 3 erros que cometi nos meus primeiros 5 anos como investidora

Confissões honestas sobre o que eu faria diferente — e como você pode aprender comigo sem pagar o mesmo preço.

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Carol Martins
Fundadora · ILG
6 min02 abr 2026

Esta semana completei 15 anos investindo. E se tem uma coisa que eu queria ter sabido nos meus primeiros cinco, é que os erros mais caros raramente têm a ver com escolher o ativo errado. São, quase sempre, erros de comportamento.

Vou te contar os três que eu cometi — não para que você sinta pena de mim, mas para que você se reconheça e economize a lição.

Erro i: acreditei que precisava do timing certo para começar

Eu passei quase dois anos com dinheiro em poupança esperando “o momento certo”. O mercado ia cair, eu ia entrar. O mercado ia subir, eu ia esperar a correção. Resultado: fiquei paralisada, e o meu maior inimigo era a minha inércia, não o mercado.

A verdade que eu queria ter escutado: o melhor momento para começar a investir foi 10 anos atrás. O segundo melhor é hoje. E eu digo isso não como clichê — digo porque a matemática dos juros compostos é brutal com quem espera.

Erro ii: concentrei demais no primeiro ativo que entendi

Quando eu finalmente entendi como FIIs funcionam, eu me apaixonei. Comprei cotas como se fosse a única coisa que existia. Seis meses depois, 70% da minha carteira era em FIIs. O reverso disso foi aprender, na prática, que apaixonar-se por uma classe de ativo é a forma mais elegante de quebrar a sua diversificação.

Entender uma coisa não é motivo para comprar só ela. É motivo para também comprar ela.

Erro iii: vendi o que estava ganhando para comprar o que estava caindo

Este é o mais sofisticado — e o mais dolorido. Em 2018 eu vendi uma posição em TAEE11 que estava me pagando 8% de yield para comprar mais IVVB11 que tinha caído. Eu pensei: “estou comprando barato, estou sendo disciplinada.” Na verdade, eu estava trocando um ativo que funcionava por um que parecia uma barganha.

A tese do ativo não muda porque o preço mudou.

Se o FII ainda é bom, ele continua bom com o preço maior. Se o ETF só fica atrativo porque caiu, talvez ele nunca tenha sido tão bom assim.

O que eu levo daqui

Se eu pudesse mandar uma carta para a Carol de 2011, ela teria uma frase só: o método é mais importante que o ativo. Escolher bem é importante, mas comportar-se bem é tudo.

A boa notícia é que comportamento se treina — e é exatamente para isso que este espaço existe.

Um beijo,
Carol

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Aviso importante. Este conteúdo tem propósito exclusivamente educacional e não constitui recomendação personalizada de investimento. Caroline Aneli Martins é profissional certificada pela CVM. As opiniões expressas refletem a visão da autora no momento da publicação e podem mudar sem aviso. Conversem com suas profissionais de confiança antes de tomar qualquer decisão financeira.