Os 3 erros que cometi nos meus primeiros 5 anos como investidora
Confissões honestas sobre o que eu faria diferente — e como você pode aprender comigo sem pagar o mesmo preço.
Esta semana completei 15 anos investindo. E se tem uma coisa que eu queria ter sabido nos meus primeiros cinco, é que os erros mais caros raramente têm a ver com escolher o ativo errado. São, quase sempre, erros de comportamento.
Vou te contar os três que eu cometi — não para que você sinta pena de mim, mas para que você se reconheça e economize a lição.
Erro i: acreditei que precisava do timing certo para começar
Eu passei quase dois anos com dinheiro em poupança esperando “o momento certo”. O mercado ia cair, eu ia entrar. O mercado ia subir, eu ia esperar a correção. Resultado: fiquei paralisada, e o meu maior inimigo era a minha inércia, não o mercado.
A verdade que eu queria ter escutado: o melhor momento para começar a investir foi 10 anos atrás. O segundo melhor é hoje. E eu digo isso não como clichê — digo porque a matemática dos juros compostos é brutal com quem espera.
Erro ii: concentrei demais no primeiro ativo que entendi
Quando eu finalmente entendi como FIIs funcionam, eu me apaixonei. Comprei cotas como se fosse a única coisa que existia. Seis meses depois, 70% da minha carteira era em FIIs. O reverso disso foi aprender, na prática, que apaixonar-se por uma classe de ativo é a forma mais elegante de quebrar a sua diversificação.
Entender uma coisa não é motivo para comprar só ela. É motivo para também comprar ela.
Erro iii: vendi o que estava ganhando para comprar o que estava caindo
Este é o mais sofisticado — e o mais dolorido. Em 2018 eu vendi uma posição em TAEE11 que estava me pagando 8% de yield para comprar mais IVVB11 que tinha caído. Eu pensei: “estou comprando barato, estou sendo disciplinada.” Na verdade, eu estava trocando um ativo que funcionava por um que parecia uma barganha.
A tese do ativo não muda porque o preço mudou.
Se o FII ainda é bom, ele continua bom com o preço maior. Se o ETF só fica atrativo porque caiu, talvez ele nunca tenha sido tão bom assim.
O que eu levo daqui
Se eu pudesse mandar uma carta para a Carol de 2011, ela teria uma frase só: o método é mais importante que o ativo. Escolher bem é importante, mas comportar-se bem é tudo.
A boa notícia é que comportamento se treina — e é exatamente para isso que este espaço existe.
Um beijo,
Carol